CHICO MENDES
Com o passar dos anos, o seu ideal de infância de amar e preservar o meio ambiente foi amadurecendo, através da experiência e da sabedoria nata de homem da floresta que era. Sentia-se na obrigação de abraçar a causa e lutar em prol da preservação da Amazônia, principalmente quando se deparava com o descaso dos grandes empresários e fazendeiros que, acobertados por forças governamentais, guiados pela opulência e pela ambição, enviavam seus empregados armados com motosserras, machados, facões e tratores para derrubar as árvores, provocar queimadas, sem sequer tomar conhecimento da dimensão da destruição que estavam provocando, não somente na fauna e na flora da região amazônica, mas em todo o ecossistema mundial.
Foi a partir daí que decidiu levantar a bandeira em prol da preservação das matas. Tornou-se líder sindical em 1975, e um formador de consciência junto à população de excluídos e semi-escravizados dos seringais da região. Nesse mesmo ano, com a fundação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brasileia, ele foi escolhido para ser o secretário do órgão.
Em 1976, participou ativamente junto aos seringueiros, na luta contra o desmatamento. Isto se deu através dos empates, um movimento pacífico, que consiste em reunir grande número de seringueiros, trabalhadores rurais, índios e pescadores desarmados, com suas mulheres e filhos, dando-se as mãos no meio da selva ou na beira dos rios, a fim de impedir as derrubadas das árvores pelos peões dos fazendeiros e seringalistas, que surgiam armados de foices, machados, motosserras e máquinas. Através desses movimentos, os seringueiros e pescadores ribeirinhos tentavam neutralizar e conscientizar os predadores, sobre as conseqüências da destruição e devastação ambientais e as atitudes brutais dos grandes empresários. Muitas vezes, eles conseguiram atrasar os projetos dos fazendeiros, dando tempo aos líderes sindicais para que estruturassem coalizações políticas a favor da preservação das matas, das terras e das reservas extrativistas.
GRANDES PROJETOS GOVERNAMENTAIS NA AMAZÔNIA
° construção de barragens: As terras escolhidas para a construção de barragens hidrelétricas foram erradas, havendo muitos gastos e muito tempo perdido não melhorando a economia da população causando assim conflitos entre povos. Assim nasceu o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)
° Construção de rodovias : Algumas rodovias foram criadas em meio as florestas para melhorar o transporte de madeiras retiradas da Amazônia, mas não viram que ao construírem as mesma estariam prejudicando o meio ambiente podendo até matar animais que necessitavam passar para o outro lado da pista.
° Mineração: Houve grandes explorações de mineração prejudicando não somente as pessoas de trabalho semi-encravos, mas também os impacto ambientais causados pela sua extração excessiva, pois as terras de onde eram retirados não seriam mais reaproveitados causando cidades sem boa infra-estruturas.
° Urbanização : 70% da população que vive na Amazônia é urbana a urbanização decorreu de dois fatores: modelo de industrialização e agrária (que expulsou a população do campo para a cidade), mas a industrialização favoreceu aos mais ricos fazendo com que a população menos desfavorecida se mudasse para áreas de fácil alagamentos, transportes precários, casas que vivem em cima de parafitas e sem saneamento básico.
° Atividade agropecuária: Com o objetivo de criar maneiras para solucionar os problemas sociais foram estabelecidos as benfeitoras; assim 50% das terras poderiam ser devastadas para o uso da atividade agrícola e pastoril sem validar a questão da sustentabilidade permitindo o desmatamento e causando estragos ainda pior, pois as pessoas que desistiam dessas atividades simplesmente não reutilizavam essa área em pro da natureza.
Nenhum comentário:
Postar um comentário